A Copa do Mundo no varejo alimentar tende a abrir uma janela importante para crescimento das vendas em supermercados. Segundo levantamento da Scanntech, o evento pode elevar em até 69% o ticket médio nas duas horas que antecedem os jogos da seleção brasileira.
Além disso, o estudo aponta aumento de 8,3% no fluxo de clientes na véspera das partidas, reforçando que o consumidor costuma antecipar suas compras em datas ligadas ao torneio.
Esse movimento não é novo. Dados históricos mostram que o maior crescimento do consumo acontece, inclusive, um dia antes da véspera dos jogos, com alta de 24,4% no ticket médio. Já no próprio dia da partida, o fluxo sobe 3,7%, impulsionado principalmente por compras emergenciais de última hora.
Por isso, a Copa do Mundo no varejo alimentar deve ser tratada como uma oportunidade comercial e operacional.
Calendário e horários podem potencializar o consumo
Outro fator que pode ampliar esse impacto é o formato da Copa de 2026. Com mais partidas e jogos em horários variados, inclusive à noite, a expectativa é de maior consumo após o expediente e em encontros sociais.
Além disso, o histórico mostra que partidas realizadas aos sábados costumam gerar impacto ainda maior. Em edições anteriores, esse tipo de calendário registrou aumento de 18,8% no fluxo na véspera dos jogos, 10,2% no dia das partidas e 9,9% no dia seguinte.
Esses números mostram que a Copa do Mundo no varejo alimentar não gera impacto apenas em um único momento, mas pode movimentar vendas ao longo de vários dias.
Categorias estratégicas devem ganhar destaque
Entre as categorias mais beneficiadas, o chamado “kit churrasco” tende a liderar a demanda. Na última Copa, alguns itens registraram altas expressivas, como:
- Churrasqueiras: 227%
- Pipoca de micro-ondas: 120%
- Airfryer: 112%
- Amendoim salgado: 86%
Além disso, proteínas e acompanhamentos também avançaram:
- Frango inteiro: 60%
- Maminha: 53%
- Picanha: 29%
- Queijo coalho: 40%
Esses números mostram como a Copa do Mundo no varejo alimentar pode impulsionar tanto categorias tradicionais quanto oportunidades de venda complementar.
Saudabilidade também pode influenciar o carrinho
Outro dado relevante é a mudança no perfil de consumo.
Segundo o levantamento, categorias ligadas à saudabilidade vêm ganhando espaço. Cervejas de baixa caloria cresceram 86%, versões zero álcool avançaram 27% e refrigerantes zero subiram 42%.
Isso indica que a oportunidade não está apenas em reforçar itens clássicos do período, mas também em adaptar o mix às novas preferências do consumidor.
Como o varejo pode se preparar melhor
Diante desse cenário, a recomendação é atuar em três frentes:
Primeiramente, ajustar o sortimento para as missões de compra do período. Além disso, reforçar abastecimento para evitar rupturas nos horários críticos. Por fim, estruturar ações de cross-sell para estimular a compra de itens complementares e elevar ticket.
Com planejamento, a Copa do Mundo no varejo alimentar pode deixar de ser apenas uma sazonalidade e se transformar em uma estratégia concreta de crescimento.
Oportunidade para vender mais e operar melhor
Embora o potencial de vendas seja relevante, o evento também exige eficiência operacional. Sem controle sobre estoque, reposição e demanda, a oportunidade pode virar perda. Por isso, usar dados para acompanhar giro, ajustar compras e definir ações promocionais tende a ser decisivo.
A Copa do Mundo no varejo alimentar pode representar uma das grandes oportunidades comerciais de 2026. Porém, os melhores resultados devem ficar com quem se preparar antes do apito inicial.







