O varejo alimentar cresceu em receita, perdeu em volume e viu o carrinho do consumidor encolher. O Radar Scanntech, parceira da Linear, mapeou esse movimento no 1º trimestre de 2026.
Faturamento sobe, carrinho encolhe De janeiro a março, o faturamento cresceu 1,4%, mas o volume de unidades vendidas caiu 2,1%. O fluxo de clientes ficou estável, o consumidor visitou as lojas na mesma frequência, só comprou menos itens por visita.
Março no ritmo do calendário Vendas em valor quase estáveis (+0,1%), unidades em queda de 3,6%. Sem Carnaval em março, a cesta de bebidas despencou 13,3% em unidades. A Páscoa compensou parte disso: chocolates e ovos puxaram a mercearia para cima.
Dois movimentos opostos no consumo Produtos de maior valor agregado cresceram. Itens básicos recuaram. Dois fatores explicam essa divisão: os gastos com apostas comprimem o orçamento das famílias de menor renda, enquanto a ampliação da faixa de isenção do IR eleva o poder de compra das classes médias.
Atacarejo perde, supermercado ganha O atacarejo recuou em valor e em volume. Os supermercados mantiveram crescimento nominal, sinal de que o consumidor de perfil médio segue ativo.
O que vem pela frente? Crescimento sustentado por preços, consumidor mais seletivo e avanço de categorias premium. O varejo precisa ajustar sortimento, monitorar o comportamento do shopper e tomar decisões mais precisas em categorias, estoques e promoções.






